A dengue tem causado problemas que vão além da saúde pública. Agora são os postos de saúde que estão abarrotados de pessoas, que ao menor sintoma da doença correm para saber se estão ou não infectados. A grande procura faz a Secretaria de Saúde pensar em uma estratégia para adequar o atendimento e não sobrecarregar os profissionais de saúde. Se a procura não diminuir, nos próximos dias o atendimento para pessoas com sintomas de dengue deve ser centralizado em um único posto de saúde, a exemplo do que foi feito no ano passado com a gripe A H1N1.
Até agora, porém, nem local e nem equipe de profissionais foram definidos. Alguns sintomas da dengue são febre alta com início repentino, dor atrás dos olhos, dores musculares, dores nas juntas, prostração e vermelhidão no corpo.
E a procura pelo serviço público de saúde tem sentido. Relatório de ontem aponta que o município possui 255 casos confirmados de dengue, o maior surto já registrado em todos os tempos. Clima chuvoso e quente e a falta de cuidados são os responsáveis. As vendas de repelentes cresceram nos supermercados e farmácias, mas o mais importante é acabar com mosquitos e criadouros.
O arrastão promovido desde a semana passada já retirou toneladas de lixo dos quintais. A população não deve deixar nada que acumule água, como pneus, latas, garrafas ou qualquer outro material. Equipes de fumacê também percorrem a cidade para eliminar os mosquitos, mas se a população não ajudar, em menos de dez dias novos mosquitos vão surgir, se contaminar e contaminar as pessoas, frisam as autoridades de saúde.
Giuliano De Luca
Da Redação